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RHODIA COMPLETA 100 ANOS NO BRASIL

História da empresa caminha em paralelo ao desenvolvimento da indústria têxtil nacional

(ABERTURA) Icônica imagem da campanha dos 50 anos da Rhodia no Brasil, em 1969, quando realizava seus desfiles-show na Fenit. Foto: Acervo Rhodia/Divulgação

Por Silvia Boriello

 

Completar um século de vida não é para qualquer um, ainda mais quando se trata de Brasil. Mas a Rhodia atingiu essa marca em 2019 e segue apostando em todo o potencial do país.

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Lança-perfume, primeiro produto da Rhodia no Brasil. Foto: Arquivo Rhodia / Divulgação

Sua história no Brasil começou em 19 de dezembro de 1919, como uma filial brasileira do então grupo francês Rhône-Poulenc, instalada em Santo André (SP) para a produção de químicos e farmacêuticos. A fábrica ficou pronta em 1921, e seu primeiro produto no mercado nacional foi o lança-perfume, uma verdadeira “coqueluche”, usando o termo da época. No mesmo período, deu início à fabricação de outros produtos químicos e medicamentos com tecnologias que ainda não estavam disponíveis por aqui.

O setor têxtil cruzou o caminho da Rhodia no Brasil em 1929, com a produção da fibra rayon viscose (a chamada seda artificial), e em 1955 conseguiu a licença internacional para iniciar no país a produção de náilon (poliamida), tanto para uso têxtil quanto para fios industriais de alta tenacidade, marcando de vez sua entrada no mundo das fibras têxteis sintéticas, revolucionando o comportamento de consumo têxtil no Brasil décadas depois. Vale ainda destacar que, nesse intervalo, a Rhodia criou a Valisère, em 1936, para a produção de artigos têxteis femininos, tendo cedido a empresa ao Grupo Rosset, em 1986.

Mas o auge entre o têxtil brasileiro e a Rhodia viria entre as décadas de 1960 e 1980, com a extinta Fenit, feira que trazia ao país as últimas novidades voltadas aos setores têxtil e de confecção e lançava novos nomes no mercado de moda, promovendo os icônicos desfiles-show da Rhodia. O intuito era fortalecer a indústria nacional, assim como o evento Amni Hot Spot, que marcou os anos 2000 como vitrine de novos designers nacionais.

Depois disso, o foco se volta aos têxteis inteligentes. A Rhodia iniciou em 1992 a produção de microfibras têxteis de poliamida e poliéster, quando o mercado nacional ainda pouco sabia sobre essa novidade. Os estudos continuaram e, em 1998, a empresa lançou o Amni® Biotech, primeiro fio têxtil inteligente criado no Brasil, com a propriedade bactericida para controle de odores. Uma década depois surgiu outro produto revolucionário da fábrica de Santo André: o Emana®, microfibra de poliamida que atua na microcirculação sanguínea quando em contato com a pele, um sucesso até hoje no segmento de jeanswear, pois reduz os sinais de celulite e a fadiga muscular.

Dando sequência às inovações têxteis, em 2014 a Rhodia lançou o revolucionário Amni® Soul Eco, primeiro fio têxtil de poliamida biodegradável do mundo, uma conquista e tanto para o time brasileiro, que entrou para o grupo químico belga Solvay em 2011.

Neste ano de 2019, que marca seu centenário no Brasil, outros dois lançamentos entraram no portfólio de fios sustentáveis da Rhodia: o Amni® Dynamic, fio têxtil de poliamida de secagem ultrarrápida e que ainda proporciona a diminuição do uso de água, energia e corantes no processo produtivo; e o Amni® Soul Cycle, que, assim como o Soul Eco, também é um fio de poliamida biodegradável, mas feito de material pré-consumo reciclado.

A história da empresa até aqui (and counting…) é muito longa; este foi apenas um recorte dos avanços proporcionados a um setor tão importante para a economia brasileira quanto o têxtil (para saber mais, veja a linha do tempo ao longo da matéria).

Mas Costura Perfeita conversou com Renato Boaventura, vice-presidente global da divisão Fibras e Poliamida da Rhodia, que nos contou, sob o seu ponto de vista, o que representa estes 100 anos de atuação da Rhodia no Brasil. Confira!

 

Renato Boaventura - Vice-Presidente Global de Fibras e Poliamida copiar
Renato Boaventura, vice-presidente global da divisão Fibras e Poliamida da Rhodia Foto: Divulgação

“É uma história que anda em conjunto: o desenvolvimento da indústria brasileira e o da Rhodia no Brasil.

Esse desenvolvimento aconteceu por ciclos no país: o primeiro de expansão, crescimento, trazer fábricas e produtos para o Brasil – a Rhodia foi a pioneira em levar as fibras artificiais e sintéticas ao país, como a poliamida, o poliéster, o acrílico – e, entre as décadas de 1950 e até início dos anos 1980, o grande desafio era o crescimento do país, bem como trazer essas tecnologias para cá, além de juntamente com a indústria brasileira aprender a trabalhar com esses produtos. O papel da Rhodia, promovendo esses produtos e ajudando a indústria têxtil brasileira a conhecer e aprender a trabalhar com eles, foi muito importante nesse período.

Depois, o que passamos desde os anos 2000 é outro ciclo, não mais de crescimento, mas de tecnologia e inovação, em que, mais uma vez, a Rhodia foi e continua sendo pioneira trazendo as fibras funcionais, inteligentes e sustentáveis para o mundo da moda.

Como empresa, temos uma estrutura de inovação muito boa no país. O nosso centro de pesquisa, que é da década de 1970, nos dá essa possibilidade. Temos bastante orgulho em falar que nossas inovações hoje no mundo têxtil são brasileiras, nascidas em nosso laboratório, e seguimos neste caminho de desenvolver novas tecnologias, produtos funcionais, inteligentes e sustentáveis.

Acho que, agora, vem esse desafio enorme para a indústria têxtil: ser sustentável. Falamos em sustentabilidade há tempo, desde o Amni® Soul Eco, a primeira poliamida biodegradável do mundo, e agora o Amni® Dynamic, e o Amni® Soul Cycle, uma poliamida reciclada pré-consumo, reciclável e aliada à tecnologia de biodegradabilidade, o que a torna inédita.

Quando lançamos o Amni® Soul Eco, em 2014, poucas tecelagens tinham essa percepção do meio ambiente – nesse ponto, preciso destacar o papel da Santaconstancia, que sempre foi muito aberta às inovações e a primeira a utilizar a poliamida biodegradável –, e a mudança no mercado aconteceu com uma velocidade impressionante. Hoje em dia é uma loucura para atender à demanda, que só vem aumentando. Primeiro, porque a consciência vem mudando de maneira geral; segundo, que as pessoas começam a perceber e entender que temos que dar passos, nunca se conseguirá achar uma solução ideal logo de cara, pois tudo é relativo; dessa forma, sinto uma mudança nas marcas e nos consumidores em ter uma atitude mais sustentável.

Como parte do Grupo Solvay, que há mais de 150 anos atua no setor químico, nos preocupamos em fazer a “química do futuro” com objetivos de sustentabilidade, e, para isso, temos duas grandes metas: até 2025 ter pelo menos 50% do nosso portfólio com produtos sustentáveis, e estamos muito próximos disso. Temos uma metodologia chamada SPM (sustainable portfolio management), que mede a sustentabilidade do nosso pipe de inovação, que analisa o custo para o planeta e para a sociedade. Se a conta não fecha, o produto não sai. A outra meta é a de redução de emissão de CO2. Inclusive, renovamos nosso engajamento: ambicionamos reduzir 1 milhão de toneladas de CO2 equivalente até 2025 de forma absoluta, independentemente do crescimento da empresa. Isso mostra, realmente, o compromisso da Rhodia e do Grupo Solvay em desenvolver soluções sustentáveis para todas as aplicações no mundo da moda.”

Renato Boaventura, vice-presidente global da divisão Fibras e Poliamida da Rhodia

Foto: Divulgação

 

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LINHA DO TEMPO – 100 ANOS DE RHODIA NO BRASIL

1919 – Fundação da Rhodia, em 19 de dezembro de 1919, como filial brasileira do então grupo francês Rhône-Poulenc, para fabricação em Santo André (SP) de produtos químicos e farmacêuticos. A primeira fábrica foi inaugurada em 1921, em um passo enorme para a época, quando se estava começando o processo de industrialização do País. Além do lança-perfume, que foi o produto inaugural desta unidade, a Rhodia deu início à fabricação de outros produtos químicos e medicamentos, introduzindo tecnologias que ainda não estavam disponíveis no País, aplicadas em cremes, pomadas e medicamentos em comprimidos para tratamento de saúde.

 

1929 – Início da produção têxtil da Rhodia no Brasil, em Santo André, com a fibra artificial rayon viscose

 

1936 – Instalação da Valisère, para produção de artigos têxteis femininos. A empresa ficou em poder da Rhodia até 1986, quando foi cedida para o Grupo Rosset.

 

1942 – Aquisição da Fazenda São Francisco, em Paulínia-SP, para plantação de cana-de-açúcar e uso do etanol na rota alcoolquímica da empresa. É considerado o marco inicial do atual polo químico e petroquímico da região de Campinas e municípios vizinhos.

 

1955 – Obtenção de licença internacional para produção no Brasil de poliamida (nylon) para aplicação em fios têxteis e fios industriais de alta tenacidade. Essa produção marcou a entrada pioneira da Rhodia no mundo das fibras têxteis sintéticas, que nas décadas seguinte viriam a provocar uma verdadeira revolução no comportamento de consumo têxtil no País.

 

1958 – Início da produção de solventes oxigenados, que representou o marco fundamental do complexo químico da Rhodia em Paulínia. Atualmente, o conjunto industrial da empresa em Paulínia reúne duas dezenas de unidades de fabricação de diferentes produtos químicos, além abrigar operações de outras empresas dos setores de agroquímica, veterinária e farmacêutica.

 

1960/1970/1980 – Campanhas nacionais e internacionais para disseminação do produto têxtil brasileiro que abrangeram a participação em movimentos culturais ligados ao setor (incluindo patrocínio aos primeiros festivais de música brasileira) e feiras do setor industrial com o objetivo de fortalecer a cadeia têxtil brasileira.

 

1970 – Inauguração da primeira fábrica brasileira de fenol e derivados – um produto químico com diversas aplicações em mercados importantes da economia brasileira, que vão desde o setor automotivo até têxteis e plásticos, passando por fundição, madeira e outros segmentos industriais. Ao longo de quase 50 anos de atividades, essa fábrica vem sendo alvo de investimentos em modernização de processos e ampliação de capacidade produtiva, para atender os seus clientes no Brasil e no Exterior.

 

1975 – Instalação do Centro de Pesquisas de Paulínia, o CPP, que reúne atualmente uma dezena de laboratórios para o desenvolvimento de inovações locais e aplicação de tecnologias, processos e produtos ligados à Química.

 

1980/1998 – Diversas expansões de produção das várias unidades químicas instaladas em Paulínia (fenol e derivados, solventes oxigenados, intermediários químicos e intermediários de poliamida, sílicas etc).

 

1981 – Lançamento da campanha ‘Você Fala, a Rhodia’ que provocou uma revolução no relacionamento entre empresas e os consumidores. Início dos trabalhos do primeiro ombudsman industrial no Brasil. Em seguida, houve o lançamento da Política de Portas Abertas voltada para melhorar as relações entre a empresa e os seus públicos-alvo: (clientes, investidores, empregados, fornecedores, comunidades, Imprensa).

 

1992 – Início da produção brasileira de microfibras têxteis de poliamida e poliéster na fábrica de Santo André (SP) — passo inicial para a introdução no país da então incipiente produção de têxteis ‘inteligentes’.

 

1998 – Separação dos negócios do Grupo Rhône-Poulenc, com as áreas químicas sendo reunidas sob o nome Rhodia, que se tornou marca mundial.

 

1998 – O lançamento pioneiro de Amni® Biotech – o primeiro fio têxtil inteligente criado no Brasil – representou a entrada do País no segmento de fios e fibras têxteis funcionais. Amni® Biotech é um fio que controla a proliferação de bactérias que causam odor desagradável.

 

2006/2007 – Instalação da primeira unidade de abatimento de gás de efeito estufa do Brasil, no escopo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Kyoto. Essa unidade responde pelo abatimento de 40% do total de emissões do Grupo Solvay em todo o mundo. São eliminadas 5,3 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano, o que corresponde às emissões de uma frota de um milhão e duzentos mil carros rodando pelas ruas no período. Considerando a indústria química brasileira como um todo, essa unidade industrial aporta uma contribuição da ordem de 20% na redução das emissões.

 

2007/2008 – Implantação do Instituto Rhodia para coordenar as iniciativas da empresa em Responsabilidade Social. Lançamento do projeto Alquimia Jovem, um programa de educação complementar voltado para estudantes de escolas públicas próximas ao conjunto industrial da empresa em Paulínia (SP). Até 2018, cerca de 1.200 jovens estudantes foram atendidos por esse projeto.

 

2008 – Lançamento do revolucionário Emana® – microfibra têxtil de poliamida criada no Brasil que atua para melhorar a microcirculação sanguínea da parte do corpo em contato com a roupa, auxiliando na elasticidade da pele. Como benefícios comprovados por estudos científicos, roupas feitas com Emana® permitem a redução dos sinais da celulite e ajudam no retardamento da fadiga muscular, melhorando o desempenho esportivo. Esse produto tem sido largamente utilizado em roupas de lingerie, moda íntima, fitness e em artigos de esporte ativo ou casual e no segmento de jeanswear.

 

2009 – Lançamento do primeiro produto da família Augeo®, que são solventes originados em fonte renovável para aplicação em diferentes segmentos de mercado, tais como tintas e vernizes, madeira, couro, petróleo e gás, formulações de limpeza doméstica e institucional e para fragrâncias e aromatizadores de ambientes. O Augeo® é uma inovação sustentável genuinamente brasileira, desenvolvida no Centro de Pesquisas de Paulínia.

 

2011 – Fusão da Rhodia com o Grupo Solvay para criação de um grupo internacional líder em especialidades químicas e materiais avançados. A marca Rhodia é mantida apenas no Brasil

 

2013/2014 – Aquisição de duas unidades industriais de especialidades químicas em Itatiba (SP) e Taboão da Serra (SP), ampliando o portfólio de produtos voltados para Agro, Home&Personal Care, Tintas e Revestimentos, Petróleo e Gás e mercados industriais.

 

2014 – Lançamento do Amni® Soul Eco, o primeiro fio têxtil de poliamida biodegradável do mundo. O Amni® Soul Eco foi criado para permitir que roupas feitas a partir deste fio se decomponham rapidamente após serem descartadas em aterro sanitário controlado. Este produto demonstra o compromisso da Rhodia com o planeta e a indústria têxtil.

 

2015 – Inauguração em Paulínia do primeiro Laboratório de Biotecnologia Industrial (IBL, na sigla em inglês) do Grupo Solvay, cujo foco é a pesquisa de novos processos e moléculas derivadas de biomassa brasileira e a sua transformação em soluções inovadoras para os clientes.

 

2018 – Instalação da primeira unidade industrial dedicada exclusivamente à produção de solventes sustentáveis da linha Augeo® — um case no setor industrial brasileiro porque uma inovação criada no país gerou uma fábrica, cujos produtos atendem mercados mundiais. Essa fábrica está sendo expandida em um novo projeto que deverá estar pronto em meados do primeiro semestre de 2020.

 

2018/2019 – Desenvolvimento e comercialização da linha de ingredientes Mackaderm®, de fonte 100% vegetal, para o mercado de Cuidados Pessoais, a partir da fábrica de Taboão da Serra (SP). Início da produção na unidade industrial de Itatiba (SP) de especialidades químicas eco-friendly Rhodapex BR PSA®, criadas no Brasil, para a fabricação de tintas e revestimentos. Desenvolvimento no Brasil e lançamento de Protect®, biocida anti-corrosão e amigo do meio ambiente, para a indústria de Petróleo e Gás.

 

2019  – Lançamento de Amni® Dynamic, fio têxtil de poliamida de secagem ultrarápida, inédita no mercado, e Amni® Soul Cycle – primeiro fio têxtil de poliamida biodegradável e reciclada do mundo – um avanço da empresa em sustentabilidade do setor têxtil.

 

Fios inteligentes, funcionais e sustentaveis da Rhodia(1) copiar

Grupo Solvay e Rhodia – Principais números (base 2018)

 

— 115 fábricas em 62 países. 24500 empregados – de 106 nacionalidades – em todo o mundo

 

— Faturamento anual: € 10,3 bilhões em 2018 com EBITDA ajustado de € 2,23 bilhões.

 

— 2150 empregados na região da América Latina:

 Representantes comerciais em todos os países da região. Escritórios na Argentina, Chile, Colômbia e México.

 

— Vendas totais do Grupo Solvay na América Latina:  € 1,1 bilhão  –

 

— Vendas no Brasil: € 840 milhões

 

— Exportações a partir do Brasil:  215 milhões de dólares (38% foram para países da América Latina, 25% para a Europa, 18% para a Ásia, 16% para a América do Norte, 3% para outras regiões)

 

— 10 Fábricas* na América Latina.

* Incluindo Peróxidos do Brasil (com fábricas em Curitiba -PR e Imperatriz-MA), que é uma joint venture do Grupo Solvay e PQM (Produtos Químicos Makay).

 

— O grupo tem capacidade de produzir 1,2 milhão de toneladas/ano de diversos produtos químicos, especialidades químicas, plásticos e polímeros de alto desempenho e têxteis.

 

— Investimentos na Região: Média anual em torno de US$ 50 milhões por ano.

                                                 Nos últimos cinco anos, a empresa investiu em torno de 1 bilhão de reais em aquisições, aumento de capacidades, melhoria de processos produtivos, introdução de tecnologias e desenvolvimento de novos produtos e aplicações.

 

— 21 grandes centros de pesquisas em todo o mundo onde trabalham 2340 profissionais dedicados à Pesquisa & Inovação.

                                                  Um desses grandes centros está em Paulínia (Brasil), com 93 profissionais para Pesquisa e Inovação, incluindo o Laboratório de Biotecnologia Industrial.

— Em 2018, o Grupo aplicou mundialmente em torno de 300 milhões de euros de investimentos em Pesquisa & Inovação.

                   — Investimentos de 80 milhões de euros em fundos de inovação e start-ups

— 280 Patentes registradas em 2018 em todo o mundo.

 

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