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FASHION REVOLUTION E INSTITUTO C&A DIVULGAM O ÍNDICE DE TRANSPARÊNCIA DA MODA BRASIL 2019

Evento realizado na manhã de 10/12, no espaço Unibes Cultural, revelou estudo sobre 30 marcas brasileiras e trouxe a criadora do index global, a britânica Sarah Ditty

Empenhado em trazer à cadeia produtiva da moda luz sobre práticas responsáveis, éticas e transparentes, o movimento Fashion Revolution, por meio de seu braço brasileiro, divulgou na manhã desta terça-feira, 10/12, no espaço Unibes Cultural, em São Paulo, a edição 2019 do Índice de Transparência da Moda Brasil, com a avaliação de 30 marcas nacionais sobre as informações disponibilizadas por elas ao mercado referentes a sua cadeia de fornecedores, suprimentos, mão-de-obra, ou seja, o quão transparente são em suas práticas no dia a dia.
IMG_8296Na abertura, Fernanda Simon, coordenadora do Fashion Revolution Brasil, e Edmundo Lima, diretor executivo da Abvtex (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), destacaram o movimento de mudança por parte das marcas e varejistas de moda em direção a uma cadeia produtiva mais transparente, cada uma em seu timing. “O que para nós pode parecer demorado, para essas empresas, algumas centenárias, inclusive, é uma transformação muito grande, uma mudança de cultura que não acontece de uma hora para outra, mas estão avançando. Essas empresas precisam pensar em soluções conjuntas em questões que as afetam igualmente, como melhores práticas, trabalho justo, além da criação do produto já pensando no pós-consumo”, enfatizou Lima.

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Na sequência, a britânica Sarah Ditty, diretora global de políticas do Fashion Revolution e criadora do Índice de Transparência da Moda, contou que o relatório nasceu em 2016 a partir da solicitação da publicação Ethical Consumer Magazine em avaliar 40 marcas inglesas. Vendo o potencial de mostrar ao mercado consumidor as práticas adotadas (ou não) por essas empresas de moda e, em contrapartida, provocá-las a tomar alguma atitude de mudança, ter um pensamento crítico e ser mais transparentes, em 2017 Sarah criou uma nova formatação e metodologia, lançando, assim, a primeira edição do Índice de Transparência da Moda em âmbito global, tendo como critérios de avaliação a política e compromisso de cada empresa na aplicação e divulgação de suas práticas; governança; rastreabilidade; saber, mostrar e consertar; e “tópicos em destaque”, com temas que podem ir mudando a cada ano. No índice global de 2019, por exemplo, estão em destaque o trabalho justo, equidade de gênero e a questão climática, com políticas ambientais.

“Queremos que essas informações sejam relevantes e realmente úteis para a indústria da moda se transformar”, destacou Sarah.

 

ÍNDICE BRASIL

Coordenado e redigido por Eloisa Artuso, diretora educacional do Fashion Revolution Brasil, com apoio técnico de Aron Belink, da ABC Consultores Associados, o Índice de Transparência da Moda Brasil segue a metodologia do index global, mas com adaptações à realidade do mercado brasileiro, como migrantes, gênero e raça.

Em sua segunda edição (a primeira foi em 2018, tendo sido, inclusive, a primeira versão do índice fora da Inglaterra, com um olhar local), o estudo contou com 30 marcas brasileiras – 50% a mais do que no ano passado. São elas: Animale, Arezzo, Lojas Avenida, Brooksfield, C&A, Carmen Steffens, Cia. Marítima, Colcci, Colombo, Decathlon, Dumond, Ellus, Farm, Havaianas, Hering, John John, Leader, Le Lis Blanc, Malwee, Marisa, Melissa, Moleca, Olympikus, Osklen, Pernambucanas, Renner, Riachuelo, TNG, Torra e Zara.

De acordo com os coordenadores, a definição das marcas a serem estudadas se deu pelos fatores: volume anual de negócios; posicionamento como “top of mind”; e diversificação de segmentos de mercado. Entre as 30 marcas elencadas, 9 são varejistas; 7 de moda jovem/casual/jeanswear; 6 de calçados; 5 de luxo; e 3 de moda praia e esportiva. A inserção das marcas no estudo independe de sua autorização, e as avaliações, por meio de pontos, são feitas de acordo com as informações disponibilizadas por elas ao mercado, bem como a forma de acesso, o contato direto com os responsáveis de cada departamento analisado e a resposta desses profissionais. Detalhe importante: não são avaliadas a qualidade das medidas e se efetivamente estão sendo aplicadas pelas empresas, pois essa questão, destacam os organizadores, cabe aos órgãos fiscalizadores responsáveis.

“A transparência cria uma imagem de confiança das empresas no mercado e eleva seu nível de competitividade”, ressalta Eloisa, destacando, também, que as políticas ainda estão mais no campo das intenções do que nos resultados efetivos.

Em âmbito geral, as maiores pontuações no índice brasileiro foram, respectivamente, para C&A (64%), Malwee (55%), Renner (52%), Osklen (49%), e Havaianas (47%), mostrando o quanto ainda há espaço para transformações, especialmente para as 13 marcas que não pontuaram nada, como Brooksfield, Carmen Steffens, Cia. Marítima, Colcci, Colombo, Dumond, John John, Le Lis Blanc, Leader, Lojas Avenida, Moleca, Olympikus e TNG, por não divulgarem nenhuma prática e/ou não se interessarem em responder ao questionário de avaliação do Índice.

 

ITMB-2019-post-01O estudo completo do Índice de Transparência da Moda Brasil 2019 pode ser baixado gratuitamente no link: bit.ly/itmb2019

 

O estudo tem o apoio da Abit, Abvtex, Aliança Empreendedora, Coppead-UFRJ, InPacto, Instituto C&A e Rede Brasil de Pacto Global.

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