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Senai

     MATÉRIA DA SEMANA


ROUPAS PARA PCD

Fonte: FIEP 

O projeto "Roupas para PcD" da professora de moda do Senai Paraná Leny Pereira estará entre os 40 projetos brasileiros expostos no Inova Senai, no Rio de Janeiro. O Senai Paraná levará mais dois trabalhos
A moda para todos, sem exceção mesmo. Esse foi o objetivo da professora do Senai Paraná Leny Pereira quando criou uma coleção de roupas específica para pessoas com deficiência: um público que deseja estar na moda, mas que precisa de peças adaptadas para facilitar o uso no dia a dia.
Intitulado "Roupas para PcD (pessoas com deficiência)", o projeto já foi conhecido e premiado no Paraná, e agora poderá ser visto no Rio de Janeiro no Inova Senai, um concurso nacional que reúne projetos inovadores, criativos e tecnológicos desenvolvidos por alunos e professores do Senai de todo o Brasil. A exposição será de 9 a 13 de março, no Riocentro, paralelamente à Olimpíada do Conhecimento.
O projeto de roupas para deficientes foi desenvolvido na unidade do Senai de Cianorte, no Noroeste do Paraná, e nasceu de uma constatação da professora Leny. "Não existem roupas com modelagem especial para os deficientes teens que atendam a necessidade deles e que, ao mesmo tempo, sejam da moda, com cores alegres, estampas e cortes atuais".
Segundo a professora, grande parte das crianças deficientes utiliza roupas de tamanho maior, com algum tipo de adaptação caseira. "Geralmente a mãe tem que improvisar, fazendo aberturas laterais para vestir com mais facilidade", conta Leny.
Depois de muita pesquisa e estudos, o projeto foi finalizado e, como resultado, foi criada uma coleção de roupas exclusivas para crianças e adolescentes com deficiência motora. O tamanho das peças foi adaptado com a ajuda de um estudo chamado 4ª dimensão da modelagem, que observa o movimento do corpo, como o das articulações. O foco do projeto foi atender crianças e adolescente com paralisia em membros superiores e inferiores, além de pessoas que passam por reabilitação pós-cirurgica.
As peças têm diversos detalhes que facilitam o ato de vestir, como um deslocamento de costura, recortes nas costas, acabamento de costura com "pences" mais suaves e aviamentos mais fáceis e confortáveis - como botões de plástico ao invés de ferro.
A primeira coleção contempla 12 peças, com vestido, calça, blusas e jaqueta. Por enquanto as roupas são para crianças, mas podem ser redesenhadas para mulheres e homens. As empresas de moda infanto-juvenil Tigre Mania e Pequeno Tigre foram parceiras no projeto, dando todo suporte em matéria-prima.

Paraná terá mais dois projetos
Além das roupas especiais, o Paraná tem mais dois projetos selecionados entre os 40 que estarão na exposição nacional no Rio de Janeiro. O trabalho "Luva de Proteção Dorsal", desenvolvido pelo aluno do curso técnico de Segurança no Trabalho do Senai Apucarana, Celso Aparecido dos Santos, é um deles. O rapaz criou um equipamento de proteção visando garantir segurança das mãos e conforto para operadores de máquinas em indústrias de confecção de calçados. Celso confeccionou a luva, testou em si próprio e em colegas, finalizando quando teve a aprovação dos operadores de máquinas.
Outro projeto é a "Semeadura polimizada em superfícies inclinadas (ESPSI)", que trata de um equipamento para aumentar a produtividade e padronizar o plantio em encostas, barrancos e superfícies inclinadas. O trabalho foi desenvolvido por alunos do Senai de Curitiba e já tem parceria com uma empresa do ramo.

Foto: Renan Pissolatto


Professora Leny e alguns modelos que já vestiram suas peças

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