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VALTER BEZERRA

O novo presidente da Singer no Brasil e vice na America Latina é o primeiro brasileiro a assumir o cargo. Saiba um pouco mais da história desse paulistano que também já passou pela filial mexicana da empresa pioneira em máquinas de costura no Brasil.

CP: Como foi sua entrada na Singer?

VB: Eu ingressei na companhia em 1997 como gerente de produtos. Além das máquinas de costura, a empresa, naquela época, tinha uma grande linha de produtos eletrodomésticos e de ferramentas elétricas, mas não havia um responsável para administrar as diferentes categorias. O primeiro ano de trabalho foi um pouco turbulento; primeiro em virtude da cri se na Ásia e, posteriormente, pela decisão de abandonar essas categorias e voltar a focar em nosso produto principal, que é a máquina de costura.

 

CP: Para você, pessoalmente, como foi ter sido escolhido para ser o primeiro brasileiro a presidir a empresa em nosso país e ser o vice-presidente para a América Latina?

VB: Posso dizer que me sinto muito honrado e satisfeito. Tenho trabalhado com muita paixão e dedicação, e obter reconhecimento pela empresa é algo realmente prazeroso.

 

CP: Quais serão seus maiores desafios, a princípio?

VB: o maior deles, sem dúvida, é reduzir os custos para que a empresa possa voltar a exportar. A taxa de câmbio tem deixado os produtos fabricados no Brasil em posição muito desvantajosa em relação aos chineses, e teremos de trabalhar arduamente e ser criativos.

 

CP: Em sua opinião, a Singer, como uma das pioneiras em máquinas de costura no Brasil, precisa aumentar sua gama de produtos para a produção industrial?

VB: É fato que a Singer se confunde até com o produto "máquina de costura", seja ele de uso doméstico, profissional ou industrial. Neste ultimo segmento, temos crescido basicamente por agregar novos modelos, e as possibilidades para nossa marca são enormes. A Singer realmente vende, pois possui uma reputação que vem desde a metade do século XX e chega até nossos dias ainda com aura de renovação. Ela goza de uma empatia que nenhuma outra consegue.

 

CP: O que pretende mudar em sua gestão?

VB: De maneira muito genérica, pretendo buscar maior sinergia entre as nossas operações industriais no Brasil e as de marketing e vendas. Penso que podemos aproveitar melhor a flexibilidade e a versatilidade que advêm do fato de termos fábricas de máquinas de costura e agulhas.

 

CP: Como fechou o ano de 2009 e quais os planos da empresa para 2010?

VB: Apesar do começo do ano complicado por causa da crise e depois problemas para atender a demanda crescente, encerramos 2009 com chave de ouro, 9% acima de nossas previsões iniciais. Em 2010, cremos que nosso faturamento de máquinas domésticas irá crescer 8%, e o de industriais deve ser mais significativo, na ordem de 15%.

 

Foto: Divulgação

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