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Caderno Têxtil - Perfil Têxtil
90 ANOS DA RHODIA NO BRASIL
Empresa investiu bilhões de dólares no Brasil e tem planos de crescimento para os próximos anos
Por Renata Martorelli
No dia 19 de dezembro de 1919, a Rhodia desembarcou no Brasil, mais precisamente em Santo André, em São Paulo. Os primeiros produtos fabricados pela empresa foram cloreto de etila, éter e ácido acético, além do lança perfume. Na década de 1920 deu início às suas atividades têxteis, criando a Companhia Brasileira de Sedas Rhodiaceta, que produzia o fio artificial de acetato de celulose. Nos anos 1930 essa atividade foi expandida, com produção de artigos têxteis para o setor de lingerie. Na década de 1940 a empresa reforçou a atividade têxtil produzindo rayon, mas a partir de 1955 deu o início de seu verdadeiro sucesso no país, com o lançamento dos fios sintéticos têxteis e industriais de poliamida, contribuindo para a constituição da indústria têxtil brasileira, já que foi a introdutora das fibras artificiais e da maioria das fibras sintéticas utilizadas pela indústria do vestuário. Ao mesmo tempo, começou a implantação da Planta Química de Paulínia, no interior de São Paulo, hoje conjunto industrial com 20 fabricações diferentes, como grandes intermediários têxteis, de solventes, sílicas e outros artigos.
Em junho de 1998, a Rhodia passa a ser conhecida por este nome em todo o mundo, antes utilizado somente no Brasil e na Alemanha. Entre as inovações recentes da Rhodia no Brasil, estão o fio Emana, fio têxtil de poliamida com partículas que reemitem parte do calor do corpo sob forma de ondas de infravermelho longo, melhorando a circulação sanguínea e a regulação da temperatura na pele; o PUBD, sistema de poliuretano de baixa densidade empregado na indústria de calçados para produção de solados; e o fio Amni Biotech, fio têxtil bacteriostático de poliamida para controlar a proliferação de ácaros e bactérias causadores de odores. Pensando em sustentabilidade, a empresa é referência na questão de redução dos gases de efeito estufa na atmosfera de acordo com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, do Protocolo de Kyoto. Em 2007, a planta de Paulínia recebeu o primeiro projeto brasileiro para abatimento de gases de efeito estufa aprovado pela ONU. Essas iniciativas levaram a Rhodia a fazer parte duas vezes do Dow Jones Sustainability Indexes, que avalia a contribuição das indústrias para a sustentabilidade do planeta. Quando o assunto é responsabilidade social, a empresa conta com o Instituto Rhodia, que possui projetos como o Alquimia, que trabalha com jovens por meio de esportes. Segundo Jean-Pierre Clamadieu, CEO e Chairman da Rhodia, "o Brasil contribui para a história da empresa e sempre foi um laboratório de desenvolvimento de produtos para nós. Sempre investimos no país e continuaremos alocando recursos em novas tecnologias, processos e produtos para ajudar a desenvolver a indústria e a melhorar a qualidade de vida das pessoas". O faturamento da empresa no Brasil em 2008 foi de US$ 1,23 bilhão, e o país representa 15% das vendas mundiais da Rhodia. Nos últimos 5 anos, investiu US$ 250 milhões em diversos projetos nas unidades brasileiras, que empregam 2.800 pessoas.
Foto: Divulgação |

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Nos anos 1970, passou a produzir fenol em Paulínia e criou a Rhodiaco para a produção, na área química, das matérias-primas necessárias para o desenvolvimento do setor têxtil e de resinas. Em 1975, também nessa cidade, implantou o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento.



