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Por Pedro Eduardo Fortes*
Venezuela e sua entrada no Mercosul Após muitos anos, várias discussões e apelos do Governo Federal, foi aprovada a entrada da Venezuela, país bolivariano, no Mercosul, o grande mercado do sul do continente americano. Grande pela extensão, já que o Brasil é participante, mas em termos de importância sua grandeza mingua quanto à representatividade diante do mundo, pois Paraguai, Uruguai, Bolívia e Argentina têm peso insignificante no comércio mundial. No setor do vestuário, a Venezuela do capitão Chavez, no que se refere ao comércio mundial, quase nada significa, pois o que produz abastece exclusivamente seu mercado interno (com certeza milhares de camisas vermelhas, o hit da década no país) e nada exporta. Além de não produzir matéria-prima para o setor, pouquíssimo importa de nosso país, ou seja, nada representa para nós se pertence ou não ao Mercosul; é um produtor significativo de petróleo, sim, seu único grande produto, mas para o Brasil pouco irá mudar no comércio bilateral, a não ser para as construtoras que poderão abocanhar novos contratos em face da alta tecnologia que nossas empresas possuem. No mais, nada de significativo; a Venezuela no Mercosul muito pouco tem a agregar, a não ser na figura de seu presidente, o capitão Chaves, de tantas glórias e tradições. Em 2009, em exportações, o Brasil vendeu para a Argentina US$ 19 milhões em roupas; para o Paraguai, US$ 13 milhões; para o Uruguai US$ 10 milhões; e para a Bolívia US$ 8 milhões, totalizando US$ 50 milhões. Esses valores só se tornam significativos se constatarmos que nossas exportações não ultrapassaram os US$ 150 milhões, ou seja, 1/3 do total.
Pedro Eduardo Fortes é secretário-executivo do Sindicato das Indústrias do Vestuário de São Paulo (Sindivest-SP). pec.fortes@uol.com.br Foto: Silvia Boriello
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