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2009 FECHA COM DÉFICIT O ano foi bastante difícil para o setor têxtil e confeccionista, o que refletiu em sua balança comercial. De acordo com a Abit, até o mês de outubro, o déficit acumulado era de US$ 1,82 bilhão, excluindo fibras de algodão. Isso por causa dos US$ 2,8 bilhões em importações, entre janeiro e outubro, contra os US$ 987 milhões em exportações. Essa é uma grave notícia, conforme disse o presidente da associação, Aguinaldo Diniz Filho, pois as cifras estão próximas ao recorde do ano passado, que foi de US$ 2 bilhões. No acumulado do período, as exportações de produtos têxteis e confeccionados tiveram queda de 24,26% em termos de valores, e 12,79%, em volume, em relação a 2008.
PROJETO VISA EXPORTAR US$ 572 MILHÕES EM 2010 O programa Texbrasil, criado em 2000, numa parceria entre Abit e Apex-Brasil, anunciou, no Fashion Rio, a meta de exportar US$ 572 milhões em 2010, envolvendo 1.174 empresas do setor têxtil e confeccionista. Com o aumento do interesse internacional pelos nossos produtos, nos últimos oito anos, as ampliações do programa aumentaram 27%, e a cadeia têxtil brasileira representa hoje 17,2% do PIB da indústria de transformação no país. E isso aconteceu mesmo em meio à crise econômica, como destacou Sérgio Costa, gerente geral de Negócios da Apex-Brasil: "Nesse cenário, a Apex-Brasil tem um papel fundamental, que é o de identificar os melhores mercados internacionais para os nossos produtos de moda". Dentre esses mercados estratégicos estão Alemanha, Argentina, Austrália, Colômbia, China, Coreia do Sul, México, Peru, Polônia, Turquia e Venezuela. Além desses, os mercados prioritários para alguns segmentos em especial são: Angola, Costa Rica, Bélgica, Finlândia, Suécia, Dinamarca, Espanha e Portugal (vestuário); Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Grécia, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Rússia, Noruega, Japão, República Dominicana, El Salvador e Panamá (vestuário, cama, mesa e banho); Canadá e Malásia (cama, mesa e banho); Egito e Taiwan (têxtil); Hong Kong, Bélgica, Holanda e Luxemburgo (têxtil e vestuário).
COMPRADORES INTERNACIONAIS NO FASHION RIO
MODA FLUMINENSE COM MAIOR VALOR AGREGADO O Centro Internacional de Negócios do Sistema Firjan - Federação das Indústrias do Rio de Janeiro divulgou um balanço feito durante 2009 sobre como a indústria confeccionista fluminense sobreviveu ao reflexo da crise internacional. Apesar de o setor como um todo no país ter apresentado uma retração de 33,63%, o Rio de Janeiro elevou sua participação nas exportações do segmento, passando de 8,97% em 2008 para 11,81% em 2009, ou seja, praticamente dobrou sua participação nas exportações de vestuário desde 2004, quando esse índice era de 6,14%, e manteve sua posição entre as 3 maiores federações exportadoras. E isso é resultado da estratégia de priorizar o produto com maior valor agregado, menos suscetíveis às nuances negativas do mercado global, com um preço médio de US$ 67,92 por quilograma.
SETOR PEDE BARREIRAS AO PRODUTO CHINÊS Preocupado com a enxurrada de produtos chineses têxteis e de vestuário no Brasil, que ameaça a economia local, o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho, quer que o governo brasileiro leve em conta, na hora de efetuar suas compras, os percentuais do custo do produto nacional em relação ao chinês: a mão de obra brasileira é 367% maior que a chinesa, assim como os custos com despesas financeiras, que são 292% maiores. Somando-se isso ao câmbio artificialmente desvalorizado na China, o produto deles chega a nós muito abaixo do preço normal, com uma diferença que alcança os 133% nos vestuário de malha; 96% no tecido de malha; 30% no denim; e 93% na calça jeans, quebrando todas as chances de competitividade.
Fotos: Divulgação |

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Com o objetivo de alavancar as vendas e fazer com que a moda brasileira seja vista no mundo, a Abit e a Apex-Brasil trouxeram mais de 60 profissionais estrangeiros, entre compradores e jornalistas, ao Fashion Rio e Rio-à-Porter, que aconteceu entre os dias 8 e 13 de janeiro no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. Somente entre os compradores, vieram 30 representantes de lojas e showrooms internacionais de diversos países, como Mada Killer (Nova York); Praia Diffusion (Barcelona); Pamela Schiffer (Londres), GDC (Portugal); Image Butique (Londres); e Valleydez Boutique (Dubai). Para Rafael Cervone Netto, diretor-executivo do programa Texbrasil, o principal desafio agora é ampliar ao máximo a visibilidade da moda brasileira no exterior, "garantindo não só que consumidores de outros países conheçam melhor nossas criações por meio da imprensa, mas que encontrem esses produtos em seus países".




