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Publicado em 23/01/2012
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PANORAMA

 

 

 

PESQUISA INÉDITA TRAÇA PERFIL DO CONSUMIDOR BRASILEIRO DE VESTUÁRIO

 

 

 


Abit realiza estudo com o MDIC para ajudar o setor a traçar estratégias competitivas

 

 

 

Empregando cerca de 1,7 milhão de trabalhadores diretos e ocupante do quarto lugar no ranking mundial da produção de vestuário, o setor têxtil e confeccionista brasileiro faturou US$ 60 bilhões em 2010, mas enfrenta há tempos a concorrência asiática. Para entender melhor como está o cenário nacional dessa indústria, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) realizaram a pesquisa “Usos, Hábitos e Costumes do Consumidor Brasileiro de Vestuário”. As instituições acreditam que, ao mapear os novos padrões de consumo, será possível traçar estratégias mais acertadas, o que possibilitará uma vantagem competitiva frente aos importados.
Realizado em duas etapas, o estudo fez na primeira delas uma pesquisa qualitativa para levantar dados preliminares sobre o assunto. Na segunda fase, foi aplicada a pesquisa quantitativa a vários consumidores das principais capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Salvador, obtendo, dessa forma, dados conclusivos sobre o tema.
O estudo identificou os principais hábitos dos consumidores e a existência de uma forte relação deles com a moda. Algumas características presentes nas peças de vestuário e artigos de moda foram consideradas muito importantes no momento da compra, como conforto, bom preço, qualidade e durabilidade. Também foi identificada uma grande demanda de consumo interno decorrente do crescimento econômico. As compras de roupas e produtos têxteis pela internet também foram trabalhadas no estudo. Desde o mês de novembro de 2011, as informações estão disponíveis nos sites da Abit (www.abit.org.br) e do MDIC (www.mdic.gov.br) e, por meio de filtros, é possível acessar diferentes informações e obter dados completos da pesquisa quantitativa. Seguem abaixo alguns deles:
• apenas 27,1% dos entrevistados costumam olhar as etiquetas das peças de vestuário/artigos de moda para saber a origem do produto;
• as mulheres são as maiores responsáveis, com participação de 84,6%, pela escolha de peças de vestuário/artigos de moda para si mesmas ou para membros da família;
• a frequência de compra de peças de vestuário/artigos de moda é de uma vez por mês para 37,7% dos entrevistados e a cada três meses para 30,4% dos consumidores;
• as lojas de rua são o local preferido para compra de 56,2% dos entrevistados, sendo que, quanto mais jovem o consumidor, maior a preferência pelas compras em shoppings;
• o dinheiro ainda é a principal forma de pagamento utilizada para comprar vestuário/artigos de moda, com 56,4% das preferências, seguido de cartão de crédito, com 30,4%;
• somente 15,2% dos consumidores já compraram peças de vestuário/artigos de moda pela internet;
• no Brasil, a participação do gasto com vestuário no total de despesas das famílias é de 5,5%, sendo que a Região Norte apresentou o maior índice: 7,4%;
• a televisão é apontada como a principal fonte de informação sobre moda, com participação de 72%;
• 47,5% dos entrevistados já compraram produtos de moda por causa de propagandas. Esse índice é maior entre as mulheres, com 52,7%;
• 84,7% dos entrevistados costumam se informar a respeito de moda, sendo que a cidade que mais se destaca é Porto Alegre (RS), com 98,5%, e a de menor participação é Belo Horizonte (MG), com 59%;
• apenas 32,1% dos entrevistados acompanham as Semanas de Moda, sendo que as mulheres costumam acompanhar mais que os homens (40,4% e 22,9%, respectivamente);
• a maneira de vestir das personalidades (artistas, modelos, cantores e jogadores de futebol) influencia 62,2% dos entrevistados, sendo que as mulheres são as mais influenciadas, com 70,7%.

Para o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho, uma das estratégias competitivas do setor é oferecer ao consumidor produtos e serviços que respondam aos seus anseios e necessidades de modo mais amplo e efetivo. “Este estudo tem por objetivo proporcionar informações a um dos segmentos industriais mais impactados pelo acirramento da concorrência asiática. Esta é uma ação conjunta do governo e da iniciativa privada para proporcionar à indústria nacional um ganho de competitividade”, explica o presidente.
A indústria têxtil e de confecção também será beneficiada com a ampliação das atribuições do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), autarquia vinculada ao MDIC. Com a medida, que faz parte do Programa Brasil Maior, a autarquia passará a se chamar Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia e atuará em portos e aeroportos para atestar a qualidade das mercadorias importadas.
A alteração integra a Medida Provisória 541/11, aprovada pela Câmara no final de outubro passado e que seguiu para votação no Senado. A MP determina que o Inmetro atue em conjunto com a Receita Federal para verificar se produtos têxteis, assim como outras mercadorias estrangeiras, cumprem todos os requisitos exigidos para os produtos brasileiros.
Para isso, o Inmetro terá livre acesso às alfândegas de portos e aeroportos do país, exercendo poder de polícia administrativa e expedindo regulamentos técnicos nas áreas de avaliação da conformidade de produtos, insumos e serviços, para proteger a vida, a saúde, o meio ambiente, e prevenir práticas enganosas de comércio.

 

 

 

Fonte: Abit.