Eventos

Enviar para um amigo Imprimir
Publicado em 23/01/2012
Fechar
Envie para um amigo:

EVENTOS

 

 

 

 


WORLD FOOTWEAR CONGRESS

 

 

Por Roselaine Araujo

 

 

 

As perspectivas de desenvolvimento da indústria de calçados foram amplamente discutidas no World Footwear Congress, que aconteceu entre os dias 7 e 8 de novembro, no Sofitel de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ). O evento, considerado um dos maiores encontros do setor, foi realizado pela primeira vez no Brasil. Promovido pela Confederação Europeia da Indústria de Calçados (CEC) e copatrocinado pelas feiras Couromoda (Brasil) e Micam (Itália), o encontro reuniu 479 empresários e lideranças do segmento de calçados vindas de 29 países. Delegações da Itália, China e Alemanha dividiram espaço com os principais polos calçadistas brasileiros, representados pelos presidentes e executivos de indústrias localizadas em Franca e Birigui (São Paulo), Nova Serrana (Minas Gerais) e Vale do Sinos (Rio Grande do Sul), entre outras regiões calçadistas do país.
Com um tema amplo e focado em negócios, o congresso teve 40 palestrantes, todos líderes de empresas e de entidades de classe, provenientes de países como Brasil, Índia, México, Espanha, Portugal, Itália, Bélgica, Estados Unidos, China e Rússia, entre outros.
“Nossa satisfação foi enorme ao ver que os principais players da Europa, EUA, América Latina e Ásia estiveram reunidos para trocar experiências e manifestar sua disposição para a cooperação internacional, visando a avanços e desenvolvimento para toda a indústria do calçado”, destacou Vito Artioli, presidente da CEC. Ele enfatizou também a presença dos dirigentes das principais feiras internacionais de calçados (Micam, GDS, Expo Riva Schuh, Couromoda e Francal). “Somos todos da mesma família, a família dos que amam sapatos, agora ainda mais ampliada e fortalecida”, acrescentou ele.

 

 

 

Resultados
Francisco Santos, presidente da Couromoda, falou dos benefícios imediatos do evento. “Foi uma grande oportunidade para o Brasil se apresentar aos grandes players internacionais como o maior produtor de calçados do Ocidente, evidenciando a capacidade da nossa indústria de atuar não apenas como fornecedora global, mas também como parceira para produção e exportação das melhores marcas de sapatos do mundo”. Santos aproveitou também para declarar a satisfação de ter organizado o Wold Footwear Congress no Brasil. “Durante seis anos pleiteamos junto à CEC a realização desse evento no Rio, pois tínhamos plena convicção de que o nosso setor seria um grande anfitrião, capaz de contribuir de forma efetiva no debate em torno das prioridades da indústria calçadista no mundo. A participação recorde de quase 500 congressistas e palestrantes de todas as partes do mundo representa para a Couromoda a satisfação do dever cumprido”, comemorou.
Aproveitando a reunião de lideranças do setor no Rio de Janeiro, empresários da área discutiram também desafios de crescimento. No dia 9 de novembro, na sequência do World Footwear Congress, aconteceu no mesmo local o World Leather Congress (WLC). Segundo a organização da Couromoda, a discussão em conjunto sobre a produção de calçados e o abastecimento de couro, sua matéria-prima mais nobre, foi uma iniciativa pioneira. “A integração setorial é fundamental para enfrentar os desafios de expansão da cadeia do couro e do calçado, setores que movimentam mais de US$ 250 bilhões ao ano em todo o mundo”, complementou Francisco Santos.

 

 

 

 

 


30ª CASA DE CRIADORES

 

 

 

Por Marta De Divitiis

 

 

 

 

Fashion Mob, Projeto Lab e Concurso Ponto Zero promovem novos talentos

 

Entre os dias 12 e 14 de dezembro, aconteceu a 30ª edição da Casa de Criadores, com direção-geral de André Hidalgo, no Cine Joia, no bairro da Liberdade, em São Paulo (SP). No domingo, dia 11, no centro da cidade, foi a vez da terceira edição da Fashion Mob, passeata fashion que teve como vencedor em moda o baiano Gilber Lopaka. Sua coleção teve inspiração nos tuaregues do deserto do Saara. Foram 28 desfiles de marcas no line-up do evento, sem contar a participação especial de Fernando Pires, que trouxe seus calçados para a passarela do antigo cinema.

 

 

 

Projeto Lab
Dois novos estilistas estrearam: Fernando Cozendey e Jonathan Gurgel, que se revelaram boas apostas. Ambos apresentaram coleções inovadoras, usando matéria-prima de beachewear (Cozendey) para peças longas, justas e com aplicações muito benfeitas e de toalhas de mesa (Gurgel), numa releitura de Courrèges com ares contemporâneos. Além deles, apresentaram-seLuis Leite, Gabriela Sakate, Juliana Moriya, O. Sório e Silvia Ferraz, esta com a marca infantil Spirodiro, que foi o maior destaque, trazendo peças lúdicas com mangas retráteis, supercoloridas, e mostrando que a moda dos pequenos pode ser bem divertida e inteligente.

 

 

 

Line-up
Nesta edição, o que se percebeu foi o salto evolutivo de alguns estilistas. Foi o caso de Alê Brito, que trabalha com couro. A coleção apresentada por ele mostrou peças com ares de anos 1980, de couro laminado, neoprene, com jaquetas, paletós e calças com excelente modelagem e acabamento. Ponto para ele! Walério Araújo surpreendeu pelo uso de jérsei em vestidos longos, de noite, com ares de anos 1930, sofisticados, elegantes e superdesejáveis. No final de seu desfile, predominouo tule colorido em tonalidades neon. Arnaldo Ventura desconstruiu a alfaiataria de lã, usando ainda malhas e estampas de perfume oriental. Linda a apresentação! Outro que teve na alfaiataria seu ponto forte foi Jadson Ranieri, que brincou de “avesso e direito” em roupas com mix de textura, tecidos dublados e resinados. Weider Silvério fez uso do plástico ao lado de laminados e couro sintético, em peças com suave ar punk. Rober Dognani despiu-se dos excessos e mostrou uma coleção de roupas com silhueta ora ajustada, ora com saias godês. Os tecidos nobres, fluidos, foram seu ponto forte: cetim de seda com elastano, lurex de seda pura e neoprene leve. Os tecidos com efeitos visuais como o utilizado nas peças masculinas da Juss apareceram aqui e ali. O estreante Mark Greiner veio com inspiração na cavalaria e trouxe vários adereços.
Mais contidos foram Karin Feller, numa coleção leve com lã, cetim; Danilo Costa, com roupas de moletom, algodão de lençóis; e Jacinto, que usou camurça leve nas criações.
A estreante Top Hat apostou nas roupas inspiradas no motociclismo e a Sumemo, em peças de streetwear e sportswear. Ambas, no entanto, não apresentaram nada de novo, apenas peças benfeitas dignas de araras de lojas jovens.

 

 

 

Ponto Zero
O concurso teve como vencedores os alunos da Universidade Anhembi Morumbi Isadora Zendron e Lucas Devitte. Trabalharam com lã feltrada, recortes geométricos, tops mais amplos com leggings. Mix de tecidos e acessórios grandes, tudo muito benfeito, com ótima modelagem e acabamento. Na próxima edição da Casa de Criadores, eles se apresentarão dentro do Projeto Lab.

 

 

 

Fotos: Marcelo Soubhia/Agência Fotosite